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:: 01/06/2008
Coração falando
Quando te amo é tudo, e o meu beijo olha-te surdo desejando a flor do teu silêncio que fazendo amor com o meu perfuma o mundo.
Eu sou de tua vida e vim por teu sorriso e se não te fala minha boca, diz o meu instinto: quero fazer amor contigo.
Quando te amo, esqueço tudo e é por isso que o amor que faço é frágil por um segundo e forte pela eternidade.
Quando te amo, é tudo e o meu mundo fica surdo de tanto falar meu coração com o coração que há em tuas palavras.
Mãe de tudo!
Mãe tão bela, mãe sem teto, mãe com fé, mãe sem filhos, mãe dos netos, órfãos netos: os Josés... Mãe que possui os olhos que tudo sabem e ensinam, mãe de onde o poeta tira a rima, mãe que sabe tudo o que fabrica o mundo para nos atrapalhar a vida. Mãe que é a alma da alma, os sorrisos das lágrimas, o amor do fim, esse que nunca tem fim e que amo tanto.
Estou feliz!
Visita-me a liberdade e tudo é graça e sorrisos e há o que tecer, ter bons amigos, viver a vida apaixonado. Não mais me dói qualquer dor e, tendo a alegria, elevo o amor e apaixono-me pela vida. E o que me sobrar dessa alegria ponho em meus versos, caço em qualquer rima que encontrar e pronto: eis a poesia e minha vida é novamente um lindo poema de amor.
Que felicidade!
Búzio do mar, flores de ataúba tudo veste os meus olhos quando na areia da praia meu coração visita o mar confessando-se... quase a delirar de tanta admiração atraindo minh'alma. Outra vida perfuma a minha e navego acordado entre sonhos, encantados sonhos cheios de caminhos onde a sereia passeia de braços dados comigo na areia sendo nós anjos em alforria virgemente santos de alegria.
À mãe de sempre
Os meus olhos são portas abertas para as mães de maio, as avós de dezembro e as outras... dos meses dos meus sentimentos em qualquer ano qualquer dia meio à dor.. à agonia de nada se achar quando se procura o que se ama. Os meus olhos lavam a casa onde minh'alma mora e é por isso que este poema limpo conta essa história. Meus olhos são portas abertas para as mães que choram!
Palavras
Minhas palavras fogem decididas, voam arrependidas, choram tanto. E vão buscar abrigo noutras palavras distantes de alheias e encantadas bocas que, roucas, declamam lindos versos. Minha rima mora em tua poesia e teus versos são as estrofes de minha alegria. Gostam de desencantarem-se ao abrigare na dor em desamor trazendo certas dores mansas.
Por causa de você
Minha história dorme em um sonho, nunca dormi para tê-lo. As serpentes andaram, trouxeram os desejos, por isso amei teus lampejos de dor! Morei entre o céu e o inferno de tuas vontades que, sem qualquer piedade não me impediram de amar-te. Que amor esse nosso, come sem fome, sem sono, dorme... Minha história é assim: vive perto e bem longe de mim e eu moro onde ela mora.
Sê amigo
Tuas mãos, querem que minh'alma morra e que ninguém socorra este poeta manso que sem sombra de descanso, queima-se ao sol. Se não o podes, junta-te a mim. A ti farei um lindo verso, viverás em meus poemas como alguém que muito quis!
Meu anjo
Ignoro a razão e a escuridão de tuas palavras que me maltratam tanto. Ignoro teu ríspido olhar, tua fala indignada, tuas mãos desviadas de mim. Ignoro teu jeito grosso de me dizer que não... Ignoro tudo! Te fiz mais para mim do que para o mundo: isso não ignorarei jamais, apesar dos pesares de tuas palavras, cheias de respostas árduas e de desencontros. Mas não ignorarei em tempo algum que te amo tanto, meu filho, meu anjo.
Poema-imagem
Meus poemas fotografam as almas que se sentirem beijadas pela minha. Avança em linha reta ama, canta e peca divertindo corpos. Meus poemas são meus santos, demônios e encantos a prece que meus olhos fazem para enxergar o céu, mesmo fora do papel e à vida abraçados. Meus poemas são passarinhos soltos, sem ninhos, cantando alegres nas primaveras ou tristes em qualquer outono. Meus poemas não possuem donos.

publicado por Paulino Vergetti Neto
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